
O uso de Inteligência Artificial no ambiente empresarial passou a integrar também a dinâmica de operações de fusões e aquisições (M&A). Em diversos setores, ferramentas baseadas em IA vêm sendo utilizadas para apoiar a análise de dados, a avaliação de ativos e a identificação de oportunidades de investimento.
A capacidade dessas tecnologias de processar grandes volumes de informações amplia o nível de análise disponível para investidores e adquirentes ao longo de processos de aquisição. Em alguns casos, o uso estruturado de soluções de IA permite avaliações mais detalhadas sobre desempenho, riscos e perspectivas de crescimento de uma empresa.
Ao mesmo tempo, a presença de sistemas baseados em Inteligência Artificial nas organizações exige atenção durante a análise da estrutura tecnológica das empresas. Aspectos relacionados à governança da tecnologia, à titularidade de ativos tecnológicos, à documentação dos sistemas utilizados e às políticas internas de uso de dados podem influenciar a avaliação do negócio e a condução das negociações.
A ausência de controles claros sobre o desenvolvimento ou a utilização dessas ferramentas pode gerar questionamentos relacionados à Propriedade Intelectual, conformidade e riscos operacionais. Em operações de aquisição, esses fatores podem impactar o valuation da empresa ou exigir ajustes contratuais voltados à mitigação de contingências.
Por esse motivo, a análise da estrutura tecnológica e das práticas de governança relacionadas à Inteligência Artificial tem sido incorporada aos processos de due diligence. Essa avaliação permite identificar potenciais vantagens competitivas e também riscos capazes de afetar a operação.
Compreender como a Inteligência Artificial está integrada à estratégia, à operação e à governança das empresas passou a fazer parte da avaliação de negócios em operações de M&A.
Para mais informações, nossa equipe está à disposição: Miriam Machado Kleissl, Mirella Kaufman e Rafael Guardia.